Estou começando esse texto sem tema. Sim, só quero falar.
Acho incrível quando as pessoas me procuram e me pedem a solução de suas vidas, como se eu soubesse. Eu tenho só 21 anos e com experiência de vida de uma menina de 13 ou 14 e querem conselhos meus? Tá, conselhos ok, porque conselhos não são decisões, são sugestões. Mas geralmente o que querem de mim são o fim, do mesmo jeito que se procura uma receita no google e se segue a risca, no piloto automático, sem pensar.
Digo mais: ninguém tem essa resposta definitiva quando o assunto envolve relações humanas. Sejam elas quais forem, amorosas ou de ódio. Provavelmente até o dono do problema vá tomar uma atitude porque é preciso, sem certeza alguma. Sabem essas respostas que eu dou aqui? Não sabem como me aflige fazer isso. Porque sempre me lembro que tem alguém esperando pra ver o que eu digo, qual a minha opinião.
Sinto que todos dão mais crédito ao que digo do que deveriam, não me levem tão a sério. Eu nem me descobri ainda, como é que posso explicar os outros? Eu nunca estudei pra isso, nunca li os autores do curso de psicologia, nem Freud que é falado em tudo o tempo todo. Quando respondo, estou só dando uma opinião, que deve ter pra você o mesmo peso que qualquer comentário desse blog. E qualquer coisa que digam aqui deve sim ter um peso muito pequeno na sua vida, ninguém te conhece pra ser tão importante no seu pensar.
Aceite conselhos é bom, mas seja lúcido. Analise o que é que estão te dizendo e se vale a pena ser absorvido, seja seu próprio crítico. Isso vale também para ofensas por exemplo, se alguém me chamar de alguma coisa querendo me ofender o primeiro que vou pensar é “eu sou isso? Não, sei que não sou.” E esquecer disso. Faz parte de buscar muito se conhecer, cada vez mais. Você passa a saber seus defeitos sem ninguém te dizer.
Mas não se assustem, isso não é um desabafo, uma reclamação, nada assim. É só porque como eu disse, só queria falar meio sem rumo. Aliás acho que vou passar a escrever mais assim aqui no blog (embora não combine com o foco principal).
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Interessante, escrever isso aqui me lembra meus tempos de redação no colégio. Meu texto nunca acabava como eu pensei no início. Não sei se é fraqueza minha eles tomarem as próprias formas ou se isso é comum, mas quando vejo, ele já tomou outro rumo. Até por isso só faço títulos depois do texto pronto ou me pego pensando “mas isso não tem nada haver com o título”. Já perdi títulos ótimos, simplesmente porque não eram pra aquele texto e depois acabei esquecendo.
Não gosto de revisões. Só acertar a gramática e a pontuação, mas nada de mudar o que está escrito. Gosto do que escrevo quando escrevo sem pensar, como agora. Este texto todo está sendo escrito em talvez, 10 minutos. É isso, textos naturais, como quando conversamos que também não revisamos nada. E também não gosto de narrativas, qualquer história que eu escreva é tão boa quanto as que eu escrevia na 4ª série…
Mas porque estou falando de textos?
























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